Quinta-feira, 8 de Março de 2012

SAFO

"A minha riqueza, a que já possuía acrescida à que meu marido me deixou, permite-me sustentar vida de luxo. Retomo a minha oficina de cópia de livros, infundo-lhe dinamismo e acrescento a biblioteca particular.

Pretendo levar vida recatada, mas não tarda veja a casa invadida por um grupo de mães acompanhadas das filhas.

Primeiro foram só duas, Dórida e Lísis.

— Querida Safo — diz Lísis —, importas-te de ensinar às nossas filhas a música e a dança? Não tarda virem aí as festas de Afrodita..."


Fernando Campos, A Rocha Branca, Alfaguara, 2011 (uma biografia romanceada de Safo)

publicado por isa às 14:29
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No dia internacional da mulher

 

De novo o irresistível Eros,

doce-amarga, invencível criatura,

me tortura, ó Átis. E tu,

ressentida comigo,

voas para Andrómeda.

 

Safo - poetisa de Lesbos, séc. VII-VI a.C.(tradução de Albano Martins)

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publicado por isa às 14:24
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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

A ROCHA BRANCA

 

 

Fernando Campos, A Rocha Branca, Alfaguara, Outubro de 2011, 246 páginas.

 

É o regresso de Fernando Campos às origens da sua formação académica — o mundo da antiguidade clássica, a língua e a cultura.

 

Desta vez é a poetisa Safo que inspira o autor. Num discurso cheio de poesia, com um apuro, uma delicadeza e uma riqueza de linguagem de que só este mestre é capaz, acompanhamos a poetisa Safo falando da sua vida, da sua poesia, dos seus amores.

Aliando o conhecimento histórico com a ficção, Fernando Campos descreve-nos os costumes da Grécia antiga, apresenta-nos personagens reais, mitológicas e fictícias, dá-nos a conhecer alguns poemas da poetisa de Lesbos e introduz canções da sua própria autoria. A língua grega aparece nos poemas acompanhada de tradução, dando-nos, desse modo, uma maior riqueza histórica e cultural.

Os locais são descritos em pormenor, sentimo-nos lá, presentes.

E Safo, o amor, a paixão percorrem este romance, cheio de mistérios, de crenças no sobrenatural, de poesia.

Uma leitura que encanta, que nos mostra como se pode usar a língua e a sua riqueza lexical com todo o rigor e propriedade.

publicado por isa às 15:24
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