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Leituras

divulgação de livros; comentário de obras lidas; opiniões; literatura portuguesa; literatura estrangeira

Leituras

divulgação de livros; comentário de obras lidas; opiniões; literatura portuguesa; literatura estrangeira

 

Andrea Vitali, A filha do regedor, Porto Editora, 2010 (ed.original 2005), 251 páginas.

 

Localizado nos anos 30, início do fascismo em Itália, este romance é o retrato do quotidiano de uma pequena localidade nos arredores do lago de Como. Num ambiente pequeno-burguês, fechado, muito ligado a convenções, a aparências, aparece-nos uma jovem com um espírito aberto, que procura fugir ao jugo paterno e às suas exigências não justificadas. Igualmente uma senhora idosa se revela a mais jovem de todas as personagens, pela forma ardilosa como contorna as situações e compreende os amores juvenis.

O regedor é uma personagem preocupada com o seu sucesso pessoal, um simplório, que acaba por cair nas armadilhas da sua própria ambição.

Toda a narrativa, algo picaresca, procura mostrar o ridículo das situações que estas mesmas personagens provocam, pois vivem num mundo de fantasia, de aparências, entre escândalos e intrigas.

Um romance que se lê com agrado, um discurso fluente, de quem sabe contar uma história e prender o leitor na sua sequência. Capítulos curtos transportam-os aos vários ambientes, que se vão entrelaçando ao longo da narrativa, numa linguagem cheia de humor.

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