Sábado, 6 de Setembro de 2014

A Desumanização

Valter Hugo Mãe, A Desumanização, Porto Editora, 2013, 238 páginas.

 

" O livro mais plástico de Valter Hugo Mãe. Um livro de ver. Uma utopia de purificar a experiência difícil e maravilhosa de se estar vivo." — lê-se na contracapa.

 

Com uma acção situada no ambiente dos fiordes da Islândia, este romance de V.H. Mãe é uma narrativa estranha à qual não se adere de imediato. Descrevendo um ambiente e uma cultura diferentes, o narrador/personagem central desta narrativa é uma menina de uma extrema sensibilidade, uma criança-mulher que vê o mundo com um olhar poético, através dos poemas de seu pai, mas é uma criança sofrida, com uma vida mutilada pela morte da sua irmã gémea.

"Foram dizer-me que a plantavam. Havia de nascer outra vez, igual a uma semente atirada àquele bocado muito guardado de terra".

 

É um livro que tem de ser apreciado pela plasticidade da linguagem, é necessário atender, essencialmente, à forma como as palavras aparecem com nova roupagem, com um sentido outro, recriadas. O encanto desta obra está na beleza da sua escrita, na pureza destas personagens, tão primitivas e belas.

publicado por isa às 16:11
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. O vendedor de passados

. BARROCO TROPICAL

. A Amiga Genial

. Se Eu Fosse Chão

. O Lugar Supraceleste

. Horizonte

. Prosas Desfocadas

. Mal Nascer

. A Desumanização

. Retrato de Rapaz

.arquivos

. Julho 2017

. Junho 2017

. Outubro 2016

. Novembro 2015

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Julho 2014

. Maio 2014

. Março 2014

. Outubro 2013

. Julho 2013

. Março 2013

. Janeiro 2013

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Junho 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

.tags

. todas as tags

.contador de visitas

blogs SAPO

.subscrever feeds