Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011

Sophia

A terminar o dia, um poema de Sophia de Mello Breyner:

 

Senhor se da tua pura justiça

Nascem os monstros que em minha roda eu vejo

É porque alguém te venceu ou desviou

Em não sei que penumbra os teus caminhos

 

Foram talvez os anjos revoltados.

Muito tempo antes de eu ter vindo

Já se tinha a tua obra dividido

 

E em vão eu busco a tua face antiga

És sempre um deus que nunca tem um rosto

 

Por muito que eu te chame e te persiga.

 

in Mar Novo.

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publicado por isa às 23:19
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